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Versão Feminina

O mundo aos olhos das mulheres - a dualidade entre a delicadeza e a complexidade! By Freckles & RedHead

Versão Feminina

O mundo aos olhos das mulheres - a dualidade entre a delicadeza e a complexidade! By Freckles & RedHead

Manual do Comportamento e Pensamento Feminino #1

"Não é nada!"

 

Esta deve ser a maior lacuna dos homens no que diz respeito a entender as mulheres. 

Já muito se escreveu sobre o assunto, mas há sempre mais (muito mais) para desenvolver.

 

Aprendam, nunca, nunca (mas nunca) é só "Nada", a menos que seja mesmo nada!!

 

Isso mesmo, nós mulheres somos o tudo ou nada, o 8 ou 80, e é o facto de vocês (Homens) não conseguirem diferenciar o 1º do 2º que nos provoca urticária, e consequentemente, nos faz olhar para vocês como seres limitados (desculpem mas é verdade, pelo menos no que a isto nos diz respeito).

 

Há todo um role de sinais enviados (inconscientemente) por nós, que vocês estão aptos a captar (sim é verdade) mas, espantemos-nos, que após tantos anos de pura revolução e evolução vocês ainda não desenvolveram sensibilidade para os decifrar!!!

 

Ora vejamos:

Ele: "O que é que se passa?!"

Ela: (com um revirar de olhos agressivo, seguido de um olhar fixo de fúria, e a terminar com um tom de voz elevado e nada suave, terno ou apaixonado) "Nada!"

 MAS VOCÊS ACHAM MESMO QUE NÃO SE PASSA NADA?!?!? A SÉRIO?!

 

É bom que neste momento vocês pensem bem em tudo o que fizeram e disseram nas últimas 4 semanas, de todas as "piadas" sem piadinha nenhuma que lançaram para o ar acerca dos gostos dela, de todas as alterações de voz desnecessárias, de todos os pormenores esquecidos, ou até mesmo a um simples "Olá" sem beijo num dia de TPM!

Tudo, o que vos possa parecer inocente, pode ser a razão para se passar tudo, e pode estar a transformar uma pequena tempestade na cabeça dela, e não, não é ela que é complicada, são vocês que são...enfim, pouco perspicazes!

 

Ok, vocês até podem ter a capacidade (rara na vossa espécie) de perceber que afinal se passa algo, mas se agirem como se não o percebessem, ou como se não tivesse importância, mas se agirem como se não percebessem só vai piorar a nossa revolta interna (revolta essa provocada por vocês, sempre)!

 

Por isso tomem atenção a estas dicas, pela vossa saúde!

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By Redhead

 

 

O Amor é eterno!... Enquanto dura!

Parecia um conto de fadas: o meu primeiro namorado era o meu príncipe encantado! Sentia-me uma sortuda por ter encontrado o Amor da minha vida tão facilmente enquanto via outras a experimentar vários sapos.

 

O tempo foi passando e, já a viver juntos há mais de dois anos, chegou o nosso 9º aniversário e, como manda a lamechice, lá fiz uma mega declaração pública de amor. Choveram comentários de amigos e família, felizes com a nossa felicidade, que aguardavam pequenos rebentos nossos para breve. Mal sabia eu...

 

Passado um mês, o que para mim foi inesperado, ele acabou comigo! Olhando para trás, havia sinais? Pois aqueles “estou cansado”, “não me apetece ir, vai tu” afinal tinham outro motivo: já não estava nessa!

 

Saí da “nossa” casa na hora. Chorei. Sim, chorei muito. Foi um choque enorme e não apenas para mim... Até os amigos mais chegados ficaram chocados! E depois: Falei, desabafei, chorei... Ouvi muitas frases feitas e clichés “Tudo acontece por um motivo”, “bola para a frente”, “não faltam aí são homens!” ... Ouvi, falei e chorei mais um pouco.

 

Já ouviram aquela “os amigos verdadeiros são como os parafusos: só sabemos se são bons na hora do aperto”? Pois bem, tenho cá uns Parafusos espectaculares! Mantive-me sempre acompanhada e ocupada... Quando dei por mim sorria sem motivo e ria até chorar! Estava bem e... Feliz!

 

Nunca senti raiva dele. Até me apercebi que senti alívio. Nem tinha reparado como não estava bem na relação, apenas fui-me deixando ficar porque estávamos “bem”: afinal nunca discutíamos e já estávamos juntos há tanto tempo. Mas não, todos merecem sentir aquele Amor e companheirismo digno de comédia-romântica de Domingo à tarde! Porque ele existe e não me vou contentar com menos do que mereço!

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By Just that girl

 

Just that girl é uma jovem romântica ainda em busca de um amor como o dos seus pais. Defensora dos animais, tentar dar ao seu cão a melhor vida de cão possível. Faladora desmedida e sorridente por natureza, não gosta de estar sozinha e prefere passar o tempo livre com os amigos que já reconhece como família.

Pequeno - Almoço #1 - Mingau de Tapioca com Fruta

Boa noite =)

 

Hoje trago-vos a receita de um mega pequeno-almoço do "bem"!!!

Não é que eu não goste de umas boas panquecas com doce, mas hoje acordei cheia de energia e vontade de cuidar de mim, então decidi começar o meu dia da melhor maneira, e para tal escolhi uma receita com Tapioca.

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Por curiosidade tenho feito alguma pesquisa sobre Tapioca, e descobri que:

- É rica em hidratos de carbono logo tem um alto valor energético (100gr equivale a 150 calorias) mas não possui proteínas nem gordura.

- Rica em Vitamina B e C (apoia no aumento da resistência do sistema imunológico, melhora a qualidade da pele e visão);

- Rica em sais minerais (cálcio, ferro, fósforo e potássio);

- É uma fonte de fibras vegetais (de fácil digestão e ajuda no trânsito intestinal);

- Excelente fonte de saponinas (eficazes contra o colesterol, actua também como antioxidante e anti-inflamatório);

- Tem um elevado nível de manganês (nutriente muito importante para o corpo humano pois ajuda no funcionamento mental, bem como na digestão e absorção dos alimentos. É de referir que é um nutriente praticamente inexistente nos alimentos processados que comemos hoje em dia);

- Não tem glúten (sendo apropriado a celíacos);

 

"Mingau" de Tapioca com frutas

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Vão precisar de:

- 1/2 copo de tapioca granulada (à venda em praticamente todos os hipermercados, ao lado dos purés instantâneos);

- 1 e 1/2 copo de água (eu optei por água, mas podem fazer com leite, bebida de soja, amêndoa, aveia...);

- 1 casquinha de limão;

- 1 colher de sopa de canela (podem usar e abusar =P);

- 1/2 banana;

- 4 morangos;

  1. Colocar a água num tacho em lume baixo, adicionar a casquinha de limão e a tapioca.
  2. Cozinhar até a tapioca ganhar uma consistência mais cremosa (atenção, não deixar de mexer);
  3. Tirar a casquinha de limão, e adicionar a canela, misturar bem, quando começar a borbulhar apagar o fogão.
  4. Fatiar a banana e os morangos. Servir a tapioca em cima da banana, e colocar os morangos por cima.

Nota:Como não é adicionado nenhum açúcar (além do doce das frutas), quem quiser pode adicionar um fio de geleia de agave ou mel.

 

Agora, tudo bem que já é tarde, mas que tal começarem amanhã o vosso dia a testar esta receita?

Fico à espera do Feedback ;)

 

By Redhead

O príncipe encantado emigrou?

Sim, já sei o que estão a pensar, príncipes encantados não existem! E que embora os contos de fadas da nossa infância nos tenham mostrado um mundo cor-de-rosa cheio de finais felizes, a realidade é bem diferente… Eu sei disso tudo. Mas não posso evitar, sou uma romântica incurável, admito. E o facto de olhar à volta e ver toda a gente a casar e ter filhos não ajuda muito (é que parece uma epidemia, vai-se ao Facebook e é só barriguinhas e bebés por aí!).

 

Mas embora o casamento já não seja aquele sonho que eu tinha em menina, a verdade é que tal como a maioria das mulheres, eu dou muito valor à vida pessoal, aos afectos, ao amor. De que é que adianta ter sucesso profissional se não temos com quem partilhá-lo quando chegamos a casa? Sim, família e amigos são muito importantes, mas há certas coisas que não se podem comparar.

 

Sabem aquela sensação de borboletas no estômago? O friozinho na barriga só por ouvir a voz da outra pessoa? E o sorriso parvo que fica estampado na nossa cara cada vez que nos lembramos de cada beijo, de cada abraço… Estar apaixonado é realmente uma sensação avassaladora, o sol brilha, tudo é lindo e maravilhoso! (E que saudades que eu tenho de me sentir assim!).

 

Mas afinal, onde andam os príncipes? Também conheço muitos rapazes solteiros, mas ainda nenhum despertou a Cinderela que há em mim. Será que estou a ser exigente demais? Se calhar é difícil encontrar um homem com sentido de humor, que seja carinhoso (muito) e protector (bastante), mas que saiba dar uns pegas numa mulher (yes please!), e que seja espontâneo o suficiente para surpreender, mas sem recorrer aos clichês previsíveis.

 

Ok, se calhar ele até existe, mas resolveu emigrar para outro país qualquer e anda perdido por aí. Com um bocado de sorte pode ser que ele volte entretanto para aproveitar o Verão aqui pelos Algarves! Pelo sim pelo não, acho melhor não esperar sentada. Vou antes descansar a minha beleza e sonhar com dias melhores. Mas se entretanto o meu Príncipe Encantado aparecer, peçam-lhe que me acorde com um beijo.

 

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By Freckles

200 (e 300) OBRIGADOS!!

Este Post surge da nossa vontade de agradecer aos nossos leitores pela rápida expansão da Versão Feminina.

No entanto foi tudo tão rápido, que antes mesmo de conseguirmos publicar o agradecimento dos 200 likes, surgiram os 300. De qualquer forma, fica aqui a surpresa prometida, um semifrio de chocolate, com sabor a inverno mas cheiro de primavera.

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A receita para este semifrio surgiu do mix de uma colecta de 133465 imagens do Pinterest, 54 receitas do Google e muita invenção à mistura.

 

Ingredientes:

  • 200gr chocolate negro; (compensa comprar um melhorzinho ao invés daquele mais barato, o sabor é completamente diferente, e esta sobremesa é baseada no sabor do chocolate)
  • 1/2 pacote de bolacha digestiva;
  • 3 colheres de sopa de manteiga derretida; 
  • 1litro de leite;
  • 2 saquetas de cuajda; (usámos da Royal, já se encontra em qualquer supermercado)
  • 500gr morangos frescos;

 

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Passo a passo:

  1. Triturar completamente a bolacha digestiva, e humedecer com a manteiga derretida aos poucos, até obter a consistência de areia molhada.
  2. Forrar uma forma redonda alta de fundo amovível com papel vegetal nas laterais.
  3. Preencher o fundo da forma com a mistura da bolacha e manteiga, até ficar uma camada lisa e uniforme, levar ao frio.
  4. Partir o chocolate, e levar a derreter (pode ser no microondas, de 15 em 15 segundos, ou em banho maria), reservar.
  5. Colocar 2/3 do leite num tacho e levar a aquecer em lume brando.
  6. Numa tigela, dissolver a cuajda com o leite que sobrou, com cuidado para conseguir um creme liso e sem grumos.
  7. Juntar o chocolate derretido e a cuajda ao leite que está a aquecer, mexer sempre, quando começar a ferver está pronto. Reservar e deixar arrefecer um pouco.
  8. Lavar e cortar os morangos em rodelas. Colocar os morangos por cima da bolacha e levar ao frio novamente.
  9. Quando o creme arrefecer (mas sem deixar solidificar), verter por cima dos morangos (com um coador), e levar ao frio até solidificar.
  10. Decorar a gosto, nós optamos pelos morangos.
  11. COMER COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ!

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Obrigada =D

 

By Freckles & Redhead

 

 

Mulheres portuguesas: o que mudou nos últimos 50 anos?

Nada melhor que o mês da Mulher para lançar um blog direccionado ao público feminino. Mas embora o dia 8 Março tenha um maior significado relativamente à luta pela igualdade de género, a essência deste blog é partilhar algo feito POR mulheres e PARA mulheres, pois o Dia da Mulher é quando nós quisermos, e por isso mesmo, queremos que seja todos os dias.

 

Para primeiro artigo fomos entrevistar 3 mulheres muito diferentes, não só na idade mas também nas suas vivências. Tentámos perceber o que significa para elas ser mulher nos dias de hoje e o que mudou na sociedade ao longo dos anos.

 

Mariazinha, 84 anos, 3 filhos, 7 netos e 5 bisnetos.Casou aos 17, foi mãe aos 18, aos 20 e aos 25.

   Naquela época as expectativas em relação à vida eram apenas “casar e ter filhos, tratar da casa, tratar do marido e fazer o dinheiro render.” Arrepende-se de não ter concluído o Curso Geral de Comércio, pois quando conheceu o seu marido estava no segundo ano e abdicou dos estudos para ser esposa e mãe. Nessa altura as mulheres tinham muito pouca liberdade, estavam a começar a sair de casa e a empregar-se. Tal como muitas, Mariazinha não tinha um ambiente de harmonia em casa, mas aguentou durante muitos anos, por amor aos filhos, até ao dia em que bateu com a porta e seguiu a sua vida de forma independente, acto de muita coragem para a época em questão. E mesmo arriscando ser olhada com maus olhos pela sociedade, sente que foi “um peso” que lhe tiraram de cima, e a partir daí passou a ser “o chefe da casa, que ganhava para a casa e trabalhava para isso”. 

 

   Quanto ao futuro, mostra-nos uma perspectiva que nos poderia passar ao lado. Com os netos já crescidos, preocupa-a o conhecimento da natureza que os bisnetos vão ter, quando forem adultos. “Há tanta coisa que tem desaparecido que eles são capazes de não chegar a conhecer. (…) Porque o mundo é tão bonito e há tanta coisa bonita, e como a humanidade está a estragar isto tudo, há muita coisa que desaparece.

   

   Apesar da sua idade, e mesmo com as dores nos ossos que tanto a castigam, Mariazinha sente-se uma mulher nova e extremamente optimista. Defende que a mulher de hoje em dia é igualmente positiva e independente, e que se tiver um pensamento bom, consegue aquilo que deseja, coisa que não acontecia no seu tempo: “Uns anos atrás e na minha juventude, isso não era possível, porque nós não podíamos fazer isto nem aquilo que éramos logo apontadas. E hoje a mulher tem mais liberdade. E se ela souber bem mexer-se, é feliz. É feliz e não precisa de ninguém para a sustentar porque faz o seu esforço e não precisa de estar presa a ninguém. E por isso não deixa de ser mulher e de fazer as coisas bem.

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Paula, 47 anos, foi mãe aos 21.

   Não investiu mais na sua formação por ter escolhido ser mãe a tempo inteiro. No entanto, o facto de ter o marido a trabalhar longe foi o estímulo necessário para que decidisse tirar a carta de condução, pois “tinha o carro ali parado à porta e eu a andar a pé”, e “se as outras conseguem, porque raio eu não hei-de conseguir também?”. Embora possa parecer insignificante, este passo foi o que mais a marcou nos seus 30 anos. E apesar de considerar que até aos dias de hoje houve uma melhoria no que diz respeito à liberdade e à independência das mulheres, ainda há muitas barreiras a quebrar nas “oportunidades de trabalho, melhores salários, mais hipóteses de se ter filhos sem que se perca o emprego e mais incentivos”.

   

   Em relação ao futuro, assusta-a o desemprego e a falta de perspectivas para os jovens, embora considere que no século XXI, as mulheres já têm mais liberdade, responsabilidade, respeito e ideais. 

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Amanda tem 32 anos e à pergunta “tem filhos?” responde divertida “os cães contam?”.

   De espírito livre, pensa ter filhos por volta dos 35, 36 anos, embora essa ideia há uns anos atrás estivesse completamente fora de questão. Quando se imaginava com 30 anos, pensava que já teria um emprego fixo que gostasse e uma relação saudável, mas o que aconteceu foi exactamente o oposto: despediu-se de um emprego onde não lhe davam o devido valor e saiu de um relacionamento tóxico com um homem casado. No entanto, essa reviravolta trouxe aspectos positivos pois nessa altura Amanda começou a “abrir os olhos para a vida”, o que lhe permitiu “começar a fazer aquilo que eu gosto, aquilo que eu quero, e a ter um pulso firme em relação às minhas escolhas”. 

   

   Na sua opinião, a sociedade ainda espera que as mulheres sejam politicamente correctas e que sigam o previsível caminho de universidade, casamento, filhos e trabalho e que se mantenham nesse contexto, mantendo o mesmo pensamento de há 30 anos atrás. Por ter um estilo de vida mais alternativo, sente na pele o estigma da “coitadinha, está um bocado perdida na vida”, com o qual não se identifica de todo.

   

   Referindo-se às mulheres de hoje em dia “gostava que elas recuperassem o lado mais selvagem, não me refiro ao lado louco e histérico, mas sim ao lado mais intuitivo, criativo, emocional, aquilo que as define, e isso não acontece. Se falarmos mais profundamente com outras mulheres mais velhas ou mais novas, vamos perceber que os problemas que as afectam são exactamente os mesmos. Ou seja, a perda da identidade, da essência e da genuinidade. Tentam tanto moldar- se aos papéis e padrões da sociedade ou a um relacionamento que deixam para trás tudo aquilo que elas são.

   

   O que a assusta em relação ao futuro enquanto mulher é não conseguir fazer-se valer por si mesma e vincar a sua posição quando é injustiçada, ou simplesmente perder a capacidade de seguir as suas paixões, o que a faz realmente feliz.

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Este artigo vai de encontro à realidade de muitas mulheres, portuguesas e não só, que partilham da mesma força e dos mesmos ideais que estas três mulheres. 

 

   Mariazinha disse algo que nos deixou a reflectir, e para quem acredita nos acasos da vida, faz todo o sentido: “É o que eu digo, está o destino marcado. Eu acredito nisso. Quando nós nascemos há um livro onde está o nosso destino. Nascemos, passamos isto tudo durante a vida que cá estamos e só morremos em tal data que só Deus é que sabe. Só o destino é que sabe quando é essa data de ir embora. Mas quem é que me dizia a mim alguma vez que eu ia para fora, que ia para o estrangeiro? Nunca. E aventurei-me a fazer isso. Porque eu tinha de passar por isso. Até porque a pessoa muitas vezes, só passando por certas coisas e levando certas lambadas da vida, como se costuma dizer, é que vê bem onde é que está e começa a pensar bem nas coisas.

 

   Paula refere um aspecto a que ninguém pode ficar indiferente, pois independentemente do que a mulher alcançou ao longo dos anos, “nada tem valor quando continuamos a ver mulheres morrerem de violência doméstica”.

 

   Amanda deixou-nos uma motivação extra para que nunca duvidemos da nossa força e do nosso valor. “Guerreira. Acho que sobretudo nesta altura temos que ser mesmo guerreiras, temos que vestir uma armadura muito especial e preparar o corpo e a mente para qualquer tipo de batalha, seja ela no trabalho, nos estacionamentos, com nós mesmas, com os outros, acho que é isso, temos que ser guerreiras de espírito aberto e coração forte.

 

 

Assim somos nós. Simplesmente Mulheres.

 

By Freckles & Redhead

Ser mulher...

Este espaço surgiu quando a oportunidade se cruzou com a ocasião.

  Tempo de sobra, falta de oportunidades, muita vontade de fazer a diferença, de mostrar ao mundo que somos capazes de ir mais longe, quando no fundo nem saímos da cama.

  Ser mulher também é ser idealista, é sonhar à altura das estrelas, é ser guerreira nas batalhas do dia-a-dia, é perder a cada lágrima derramada, mas ressurgir das cinzas quando a Fénix em nós sente a chama da paixão.

  Ser mulher é horrível, é deprimente, doloroso, angustiante, revoltante... Mas ao mesmo tempo é especial, emocionante (muito mesmo), aliciante, estimulante, é tudo o que apela à vida e a viver.

  Ser mulher é ter uma compreensão e sensibilidade únicas, mas deixarmo-nos abalar por qualquer dúvida. Mas ser mulher é também nunca desistir e ter o sexto sentido mais apurado, embora tenhamos muito receio de o usar.

  Ser mulher não é fácil, ninguém nos prepara para as batalhas que temos que enfrentar desde que nascemos até ao dia da despedida, e há muitas, muitas mesmo, principalmente internas.

  Ser mulher não é fácil, mas é tão bom, que faz valer a pena cada lágrima, cada sorriso, cada estalada da vida.

  Ser mulher é passar da alegria à tristeza em milésimos de segundo pelas mais insignificantes razões. Mas ser mulher não é banal, não é enfrentar cada dia de ânimo leve, para nós isso não é possível, nunca o é... Tudo a que nos dispomos leva todo o nosso ser, toda a nossa garra e vontade de mostrar que somos igualmente fortes, igualmente poderosas, que somos a melhor versão de nós mesmas.

  Mas este não é um espaço para colocar a mulher num pedestal. Aqui vamos falar do bom e do mau, e dado as mulheres serem do mais crítico que há, vamos insistir muito no mau! Vamos falar do que sabemos, questionar o que não alcançámos ainda, aceitar o que nos ultrapassa e tentar esclarecer toda a salganhada que é o "Manual do Comportamento e Pensamento Feminino" porque os homens também fazem girar o nosso mundo, e decidimos tentar ajudá-los a compreender-nos.

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Vamos a isso?

 

By Freckles & Redhead

Um blog, duas mulheres...

Freckles
 
A Freckles é uma jovem adulta indecisa sobre o que pretende que o futuro lhe reserve.

 

Tem bom gosto, representa o que de mais feminino há numa mulher, é curiosa, interessante e interessada, meiga, boa ouvinte e melhor conselheira, sensível, idealista, perfeccionista e terra-a-terra. 

 
Gosta de experimentar, testar, mas ao mesmo tempo tem receio do desconhecido e de ir mais além. É uma sonhadora comedida, gosta de acreditar que pode ter/ser tudo o que quiser, mas não é suficientemente crente que o conseguirá alcançar, o “se” ganha quase sempre.
 
É uma “idiota” nata, e uma óptima cozinheira, mas não se prende pelo que é básico ou tradicional, gosta de inovar e arriscar, e brilha, brilha muito.
 
Tem uma mente (e coração) abertos, gosta de ajudar (embora não se gabe disso), fazendo o máximo possível, ao seu alcance, para tornar o mundo um cantinho mais acolhedor.
 
Como romântica incurável que é, pinta o mundo de cor-de-rosa, acredita, confia, tenta sempre ver a melhor versão de cada pessoa, pois acredita que todos temos uma. É ingénua, mas na sua ingenuidade é feliz, pelo menos até que a tinta se esbote e a desilusão, essa velha conhecida, lhe bata à porta e lhe roube o chão.
 
Sente necessidade de aprovação, gosta que gostem dela, mas no fundo, não somos todos assim?
 
É sem dúvida uma pessoa admirável.

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By Redhead
  
 
Redhead
 

Ruiva de nome, arco-íris de coração. Redhead tem olhar de menina mas coragem de mulher, enérgica, divertida e sonhadora. Sonhadora o suficiente para acreditar que a vida é mais do que a vista alcança, mas realista que chegue para saber que para caminhar é preciso ter os pés assentes na terra. Simples por natureza, cativa pela forma como enfrenta os dias, cabeça erguida e coração ao alto, ou não fosse ela um exemplo do tão afamado “girl power”. No interior esconde uma fragilidade a que poucos têm acesso, deixando-se revelar apenas quando a sua armadura não aguenta o seu próprio peso.

 

Apaixonada por cozinha, gosta de se aventurar em receitas e invenções. Desde pequena habituada a pôr literalmente as mãos na massa, sonhava ser pasteleira. Hoje em dia, lambuza-se com doces e bolos, mas não deixa de perder a cabeça por uma bela lasanha ou um simples estufado de carne de vaca com massa. Gostava de um dia dar destaque a este talento culinário, quem sabe num cantinho só seu. Adora ler romances mas sempre foi fascinada pela Segunda Guerra Mundial, sem saber muito bem porquê.

 

Defensora das mulheres, acredita no potencial que cada uma de nós tem, embora ache que existem mulheres que confundem liberdade com libertinagem. Acha que tanto os homens como as mulheres são fundamentais à vida uns dos outros, mas bestas há para todos os gostos. Valoriza o papel da família, e embora nem sempre se identifique com as convicções da sua, ter filhos faz parte dos seus planos. Adora o cheiro do café, mas não precisa do seu sabor amargo para acordar todos os dias com um sorriso na cara e energia suficiente para irritar a irmã. Continua em busca da sua vocação, tentando perceber o que a poderia fazer feliz para o resto da vida. E embora as voltas da vida possam sacudir a sua confiança, continua a acreditar que “nada acontece por acaso”.  

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By Freckles