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Versão Feminina

O mundo aos olhos das mulheres - a dualidade entre a delicadeza e a complexidade! By Freckles & RedHead

Versão Feminina

O mundo aos olhos das mulheres - a dualidade entre a delicadeza e a complexidade! By Freckles & RedHead

O que muda quando nós mudamos?!

Aos 4 anos o que me preocupava era não ter idade suficiente para acompanhar a minha irmã à escola para ter direito a lanchar maçãs inteiras com casca. 


Aos 10 a crise eram as férias da escola em que deixava sempre os tpcs para os últimos dias (era mais forte que eu, embora sempre tivesse odiado deixar para amanhã o que podia ser feito hoje).

Aos 15 a parvoíce era ser incompreendida, muito nova para poder namorar, muito velha para fazer birras, muito nova para ser adulta, muito velha para ser criança,  a eterna idade da incoerência!!!

Aos 20, independente, supostamente resolvida, determinada, jovem, com a vida toda pela frente, bonita, sem medos, sem problemas (reais),  com força para falar e fazer com que todos ouvissem. Tudo é preto no branco, tudo é linear, tudo tem que ser à minha maneira... Só que não!

Hoje em dia, perto dos 30 digo por experiência própria que a cada ano a mais levo tantas estaladas da vida que às vezes até parece difícil aceitar que ainda tenha tanto para aprender...
Nada é tão linear ou simples quanto parece, a intensidade das paixões pode manter -se, mas aprendemos a refrear o que damos e o que mostramos, e principalmente a quem!
A vida ensinou-me que todos à minha volta são possíveis ameaças à minha felicidade e bem estar.

Desconfiada??? Não teremos todos que ser assim para sobreviver nesta selva que é a vida???

Vale a Pena vangloriarmos-nos de sermos transparentes, ou frontais, ou calmos???
Não!  Temos que ser tudo, ter e dar uma face diferente a cada pessoa que entra ou invade a nossa vida!

Era tão mais fácil sonhar com o mar de rosas que desenhei na minha cabeça, mas fui obrigada a aprender que é melhor ser uma amazonas peluda na batalha, que uma donzela em apuros no palácio!

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By redhead

O Amor é eterno!... Enquanto dura!

Parecia um conto de fadas: o meu primeiro namorado era o meu príncipe encantado! Sentia-me uma sortuda por ter encontrado o Amor da minha vida tão facilmente enquanto via outras a experimentar vários sapos.

 

O tempo foi passando e, já a viver juntos há mais de dois anos, chegou o nosso 9º aniversário e, como manda a lamechice, lá fiz uma mega declaração pública de amor. Choveram comentários de amigos e família, felizes com a nossa felicidade, que aguardavam pequenos rebentos nossos para breve. Mal sabia eu...

 

Passado um mês, o que para mim foi inesperado, ele acabou comigo! Olhando para trás, havia sinais? Pois aqueles “estou cansado”, “não me apetece ir, vai tu” afinal tinham outro motivo: já não estava nessa!

 

Saí da “nossa” casa na hora. Chorei. Sim, chorei muito. Foi um choque enorme e não apenas para mim... Até os amigos mais chegados ficaram chocados! E depois: Falei, desabafei, chorei... Ouvi muitas frases feitas e clichés “Tudo acontece por um motivo”, “bola para a frente”, “não faltam aí são homens!” ... Ouvi, falei e chorei mais um pouco.

 

Já ouviram aquela “os amigos verdadeiros são como os parafusos: só sabemos se são bons na hora do aperto”? Pois bem, tenho cá uns Parafusos espectaculares! Mantive-me sempre acompanhada e ocupada... Quando dei por mim sorria sem motivo e ria até chorar! Estava bem e... Feliz!

 

Nunca senti raiva dele. Até me apercebi que senti alívio. Nem tinha reparado como não estava bem na relação, apenas fui-me deixando ficar porque estávamos “bem”: afinal nunca discutíamos e já estávamos juntos há tanto tempo. Mas não, todos merecem sentir aquele Amor e companheirismo digno de comédia-romântica de Domingo à tarde! Porque ele existe e não me vou contentar com menos do que mereço!

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By Just that girl

 

Just that girl é uma jovem romântica ainda em busca de um amor como o dos seus pais. Defensora dos animais, tentar dar ao seu cão a melhor vida de cão possível. Faladora desmedida e sorridente por natureza, não gosta de estar sozinha e prefere passar o tempo livre com os amigos que já reconhece como família.

O príncipe encantado emigrou?

Sim, já sei o que estão a pensar, príncipes encantados não existem! E que embora os contos de fadas da nossa infância nos tenham mostrado um mundo cor-de-rosa cheio de finais felizes, a realidade é bem diferente… Eu sei disso tudo. Mas não posso evitar, sou uma romântica incurável, admito. E o facto de olhar à volta e ver toda a gente a casar e ter filhos não ajuda muito (é que parece uma epidemia, vai-se ao Facebook e é só barriguinhas e bebés por aí!).

 

Mas embora o casamento já não seja aquele sonho que eu tinha em menina, a verdade é que tal como a maioria das mulheres, eu dou muito valor à vida pessoal, aos afectos, ao amor. De que é que adianta ter sucesso profissional se não temos com quem partilhá-lo quando chegamos a casa? Sim, família e amigos são muito importantes, mas há certas coisas que não se podem comparar.

 

Sabem aquela sensação de borboletas no estômago? O friozinho na barriga só por ouvir a voz da outra pessoa? E o sorriso parvo que fica estampado na nossa cara cada vez que nos lembramos de cada beijo, de cada abraço… Estar apaixonado é realmente uma sensação avassaladora, o sol brilha, tudo é lindo e maravilhoso! (E que saudades que eu tenho de me sentir assim!).

 

Mas afinal, onde andam os príncipes? Também conheço muitos rapazes solteiros, mas ainda nenhum despertou a Cinderela que há em mim. Será que estou a ser exigente demais? Se calhar é difícil encontrar um homem com sentido de humor, que seja carinhoso (muito) e protector (bastante), mas que saiba dar uns pegas numa mulher (yes please!), e que seja espontâneo o suficiente para surpreender, mas sem recorrer aos clichês previsíveis.

 

Ok, se calhar ele até existe, mas resolveu emigrar para outro país qualquer e anda perdido por aí. Com um bocado de sorte pode ser que ele volte entretanto para aproveitar o Verão aqui pelos Algarves! Pelo sim pelo não, acho melhor não esperar sentada. Vou antes descansar a minha beleza e sonhar com dias melhores. Mas se entretanto o meu Príncipe Encantado aparecer, peçam-lhe que me acorde com um beijo.

 

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By Freckles