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Versão Feminina

O mundo aos olhos das mulheres - a dualidade entre a delicadeza e a complexidade! By Freckles & RedHead

Versão Feminina

O mundo aos olhos das mulheres - a dualidade entre a delicadeza e a complexidade! By Freckles & RedHead

Eu sou mais eu...e gosto!

Orgulho-me de ser uma pessoa bastante bem disposta, com um bom humor (às vezes demasiado acutilante, admito), diria até uma pessoa de bem com a vida. Gosto mesmo de ser assim!

E como tal, embora também tenha os meus dias negros de drama queen suicida, sinto-me muito bem na minha pele.


Ora digamos que o quanto eu gosto de mim e me idolatro costuma ficar para mim quando estou perto de desconhecidos, ou pessoas com as quais não tenho confiança suficiente, e que poderão ficar afectadas com tamanha paixão que eu nutro por mim mesma.


 Mas quando me sinto rodeada por pessoas com as quais gosto de partilhar pouquinhos do meu ser (nada físico nem palpável minha gente), sou normalmente mais extravagante em expressar este amor que sinto.


Contudo, digamos que isto costuma soar aos outros como gozo, brincadeira, falsa modéstia, seja o que for, mas na realidade eu gosto mesmo de mim.
 Já vivi muitos anos na penumbra a tentar perceber porque é que eu não tinha o cabelo como a modelo do anuncio de champôs, ou as pernas da modelo de cremes depilatórios, ou as mão da modelo da marca de jóias da berra... Mas então aos poucos fui percebendo que eu não reúno as capacidades para ser modelo.


 Não que as modelos não tenham valor por si mesmas, porque têm, fazem aquilo que melhor sabem fazer, talvez eu noutra vida nasça com semelhantes qualificações físicas que me permitam ser modelo.
 Mas neste momento tenho quase 30 anos, muito já vivido mas ainda mais por viver, digamos que já aprendi muito nesta vida, não tenho mais 18 anos mas ainda não tenho 60. E melhor de tudo é que além de me achar linda sei que tenho inteligência suficiente ao ponto de ser óptima a fazer o que faço.


 Por tudo isto sou sim MUITO feliz e aceito, sem qualquer problema, que ser modelo não é o que me estava destinado, e aprendi que ser bonita aos meus olhos, como uma modelo é aos da população em geral, só depende de mim, de mim e de mais ninguém.


 Posso não ser aquele tipo de mulher que causa inveja por onde passe, mas sou o tipo de mulher que gosto de ser, que me faz sentir orgulhosa quando olho ao espelho todas as manhãs no elevador e que me faz exclamar sem farsa “Fogo sou mesmo gira”...


E sou, aos meus olhos eu linda, e sinto-me bem assim, por pior que possa soar aos outros eu não gostava de ser outra pessoa que não eu (mas adorava ter a conta bancária do Taylor Swift =)

 

 

By Redhead

Manual do Comportamento e Pensamento Feminino #1

"Não é nada!"

 

Esta deve ser a maior lacuna dos homens no que diz respeito a entender as mulheres. 

Já muito se escreveu sobre o assunto, mas há sempre mais (muito mais) para desenvolver.

 

Aprendam, nunca, nunca (mas nunca) é só "Nada", a menos que seja mesmo nada!!

 

Isso mesmo, nós mulheres somos o tudo ou nada, o 8 ou 80, e é o facto de vocês (Homens) não conseguirem diferenciar o 1º do 2º que nos provoca urticária, e consequentemente, nos faz olhar para vocês como seres limitados (desculpem mas é verdade, pelo menos no que a isto nos diz respeito).

 

Há todo um role de sinais enviados (inconscientemente) por nós, que vocês estão aptos a captar (sim é verdade) mas, espantemos-nos, que após tantos anos de pura revolução e evolução vocês ainda não desenvolveram sensibilidade para os decifrar!!!

 

Ora vejamos:

Ele: "O que é que se passa?!"

Ela: (com um revirar de olhos agressivo, seguido de um olhar fixo de fúria, e a terminar com um tom de voz elevado e nada suave, terno ou apaixonado) "Nada!"

 MAS VOCÊS ACHAM MESMO QUE NÃO SE PASSA NADA?!?!? A SÉRIO?!

 

É bom que neste momento vocês pensem bem em tudo o que fizeram e disseram nas últimas 4 semanas, de todas as "piadas" sem piadinha nenhuma que lançaram para o ar acerca dos gostos dela, de todas as alterações de voz desnecessárias, de todos os pormenores esquecidos, ou até mesmo a um simples "Olá" sem beijo num dia de TPM!

Tudo, o que vos possa parecer inocente, pode ser a razão para se passar tudo, e pode estar a transformar uma pequena tempestade na cabeça dela, e não, não é ela que é complicada, são vocês que são...enfim, pouco perspicazes!

 

Ok, vocês até podem ter a capacidade (rara na vossa espécie) de perceber que afinal se passa algo, mas se agirem como se não o percebessem, ou como se não tivesse importância, mas se agirem como se não percebessem só vai piorar a nossa revolta interna (revolta essa provocada por vocês, sempre)!

 

Por isso tomem atenção a estas dicas, pela vossa saúde!

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By Redhead

 

 

O Amor é eterno!... Enquanto dura!

Parecia um conto de fadas: o meu primeiro namorado era o meu príncipe encantado! Sentia-me uma sortuda por ter encontrado o Amor da minha vida tão facilmente enquanto via outras a experimentar vários sapos.

 

O tempo foi passando e, já a viver juntos há mais de dois anos, chegou o nosso 9º aniversário e, como manda a lamechice, lá fiz uma mega declaração pública de amor. Choveram comentários de amigos e família, felizes com a nossa felicidade, que aguardavam pequenos rebentos nossos para breve. Mal sabia eu...

 

Passado um mês, o que para mim foi inesperado, ele acabou comigo! Olhando para trás, havia sinais? Pois aqueles “estou cansado”, “não me apetece ir, vai tu” afinal tinham outro motivo: já não estava nessa!

 

Saí da “nossa” casa na hora. Chorei. Sim, chorei muito. Foi um choque enorme e não apenas para mim... Até os amigos mais chegados ficaram chocados! E depois: Falei, desabafei, chorei... Ouvi muitas frases feitas e clichés “Tudo acontece por um motivo”, “bola para a frente”, “não faltam aí são homens!” ... Ouvi, falei e chorei mais um pouco.

 

Já ouviram aquela “os amigos verdadeiros são como os parafusos: só sabemos se são bons na hora do aperto”? Pois bem, tenho cá uns Parafusos espectaculares! Mantive-me sempre acompanhada e ocupada... Quando dei por mim sorria sem motivo e ria até chorar! Estava bem e... Feliz!

 

Nunca senti raiva dele. Até me apercebi que senti alívio. Nem tinha reparado como não estava bem na relação, apenas fui-me deixando ficar porque estávamos “bem”: afinal nunca discutíamos e já estávamos juntos há tanto tempo. Mas não, todos merecem sentir aquele Amor e companheirismo digno de comédia-romântica de Domingo à tarde! Porque ele existe e não me vou contentar com menos do que mereço!

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By Just that girl

 

Just that girl é uma jovem romântica ainda em busca de um amor como o dos seus pais. Defensora dos animais, tentar dar ao seu cão a melhor vida de cão possível. Faladora desmedida e sorridente por natureza, não gosta de estar sozinha e prefere passar o tempo livre com os amigos que já reconhece como família.

Mulheres portuguesas: o que mudou nos últimos 50 anos?

Nada melhor que o mês da Mulher para lançar um blog direccionado ao público feminino. Mas embora o dia 8 Março tenha um maior significado relativamente à luta pela igualdade de género, a essência deste blog é partilhar algo feito POR mulheres e PARA mulheres, pois o Dia da Mulher é quando nós quisermos, e por isso mesmo, queremos que seja todos os dias.

 

Para primeiro artigo fomos entrevistar 3 mulheres muito diferentes, não só na idade mas também nas suas vivências. Tentámos perceber o que significa para elas ser mulher nos dias de hoje e o que mudou na sociedade ao longo dos anos.

 

Mariazinha, 84 anos, 3 filhos, 7 netos e 5 bisnetos.Casou aos 17, foi mãe aos 18, aos 20 e aos 25.

   Naquela época as expectativas em relação à vida eram apenas “casar e ter filhos, tratar da casa, tratar do marido e fazer o dinheiro render.” Arrepende-se de não ter concluído o Curso Geral de Comércio, pois quando conheceu o seu marido estava no segundo ano e abdicou dos estudos para ser esposa e mãe. Nessa altura as mulheres tinham muito pouca liberdade, estavam a começar a sair de casa e a empregar-se. Tal como muitas, Mariazinha não tinha um ambiente de harmonia em casa, mas aguentou durante muitos anos, por amor aos filhos, até ao dia em que bateu com a porta e seguiu a sua vida de forma independente, acto de muita coragem para a época em questão. E mesmo arriscando ser olhada com maus olhos pela sociedade, sente que foi “um peso” que lhe tiraram de cima, e a partir daí passou a ser “o chefe da casa, que ganhava para a casa e trabalhava para isso”. 

 

   Quanto ao futuro, mostra-nos uma perspectiva que nos poderia passar ao lado. Com os netos já crescidos, preocupa-a o conhecimento da natureza que os bisnetos vão ter, quando forem adultos. “Há tanta coisa que tem desaparecido que eles são capazes de não chegar a conhecer. (…) Porque o mundo é tão bonito e há tanta coisa bonita, e como a humanidade está a estragar isto tudo, há muita coisa que desaparece.

   

   Apesar da sua idade, e mesmo com as dores nos ossos que tanto a castigam, Mariazinha sente-se uma mulher nova e extremamente optimista. Defende que a mulher de hoje em dia é igualmente positiva e independente, e que se tiver um pensamento bom, consegue aquilo que deseja, coisa que não acontecia no seu tempo: “Uns anos atrás e na minha juventude, isso não era possível, porque nós não podíamos fazer isto nem aquilo que éramos logo apontadas. E hoje a mulher tem mais liberdade. E se ela souber bem mexer-se, é feliz. É feliz e não precisa de ninguém para a sustentar porque faz o seu esforço e não precisa de estar presa a ninguém. E por isso não deixa de ser mulher e de fazer as coisas bem.

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Paula, 47 anos, foi mãe aos 21.

   Não investiu mais na sua formação por ter escolhido ser mãe a tempo inteiro. No entanto, o facto de ter o marido a trabalhar longe foi o estímulo necessário para que decidisse tirar a carta de condução, pois “tinha o carro ali parado à porta e eu a andar a pé”, e “se as outras conseguem, porque raio eu não hei-de conseguir também?”. Embora possa parecer insignificante, este passo foi o que mais a marcou nos seus 30 anos. E apesar de considerar que até aos dias de hoje houve uma melhoria no que diz respeito à liberdade e à independência das mulheres, ainda há muitas barreiras a quebrar nas “oportunidades de trabalho, melhores salários, mais hipóteses de se ter filhos sem que se perca o emprego e mais incentivos”.

   

   Em relação ao futuro, assusta-a o desemprego e a falta de perspectivas para os jovens, embora considere que no século XXI, as mulheres já têm mais liberdade, responsabilidade, respeito e ideais. 

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Amanda tem 32 anos e à pergunta “tem filhos?” responde divertida “os cães contam?”.

   De espírito livre, pensa ter filhos por volta dos 35, 36 anos, embora essa ideia há uns anos atrás estivesse completamente fora de questão. Quando se imaginava com 30 anos, pensava que já teria um emprego fixo que gostasse e uma relação saudável, mas o que aconteceu foi exactamente o oposto: despediu-se de um emprego onde não lhe davam o devido valor e saiu de um relacionamento tóxico com um homem casado. No entanto, essa reviravolta trouxe aspectos positivos pois nessa altura Amanda começou a “abrir os olhos para a vida”, o que lhe permitiu “começar a fazer aquilo que eu gosto, aquilo que eu quero, e a ter um pulso firme em relação às minhas escolhas”. 

   

   Na sua opinião, a sociedade ainda espera que as mulheres sejam politicamente correctas e que sigam o previsível caminho de universidade, casamento, filhos e trabalho e que se mantenham nesse contexto, mantendo o mesmo pensamento de há 30 anos atrás. Por ter um estilo de vida mais alternativo, sente na pele o estigma da “coitadinha, está um bocado perdida na vida”, com o qual não se identifica de todo.

   

   Referindo-se às mulheres de hoje em dia “gostava que elas recuperassem o lado mais selvagem, não me refiro ao lado louco e histérico, mas sim ao lado mais intuitivo, criativo, emocional, aquilo que as define, e isso não acontece. Se falarmos mais profundamente com outras mulheres mais velhas ou mais novas, vamos perceber que os problemas que as afectam são exactamente os mesmos. Ou seja, a perda da identidade, da essência e da genuinidade. Tentam tanto moldar- se aos papéis e padrões da sociedade ou a um relacionamento que deixam para trás tudo aquilo que elas são.

   

   O que a assusta em relação ao futuro enquanto mulher é não conseguir fazer-se valer por si mesma e vincar a sua posição quando é injustiçada, ou simplesmente perder a capacidade de seguir as suas paixões, o que a faz realmente feliz.

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Este artigo vai de encontro à realidade de muitas mulheres, portuguesas e não só, que partilham da mesma força e dos mesmos ideais que estas três mulheres. 

 

   Mariazinha disse algo que nos deixou a reflectir, e para quem acredita nos acasos da vida, faz todo o sentido: “É o que eu digo, está o destino marcado. Eu acredito nisso. Quando nós nascemos há um livro onde está o nosso destino. Nascemos, passamos isto tudo durante a vida que cá estamos e só morremos em tal data que só Deus é que sabe. Só o destino é que sabe quando é essa data de ir embora. Mas quem é que me dizia a mim alguma vez que eu ia para fora, que ia para o estrangeiro? Nunca. E aventurei-me a fazer isso. Porque eu tinha de passar por isso. Até porque a pessoa muitas vezes, só passando por certas coisas e levando certas lambadas da vida, como se costuma dizer, é que vê bem onde é que está e começa a pensar bem nas coisas.

 

   Paula refere um aspecto a que ninguém pode ficar indiferente, pois independentemente do que a mulher alcançou ao longo dos anos, “nada tem valor quando continuamos a ver mulheres morrerem de violência doméstica”.

 

   Amanda deixou-nos uma motivação extra para que nunca duvidemos da nossa força e do nosso valor. “Guerreira. Acho que sobretudo nesta altura temos que ser mesmo guerreiras, temos que vestir uma armadura muito especial e preparar o corpo e a mente para qualquer tipo de batalha, seja ela no trabalho, nos estacionamentos, com nós mesmas, com os outros, acho que é isso, temos que ser guerreiras de espírito aberto e coração forte.

 

 

Assim somos nós. Simplesmente Mulheres.

 

By Freckles & Redhead

Ser mulher...

Este espaço surgiu quando a oportunidade se cruzou com a ocasião.

  Tempo de sobra, falta de oportunidades, muita vontade de fazer a diferença, de mostrar ao mundo que somos capazes de ir mais longe, quando no fundo nem saímos da cama.

  Ser mulher também é ser idealista, é sonhar à altura das estrelas, é ser guerreira nas batalhas do dia-a-dia, é perder a cada lágrima derramada, mas ressurgir das cinzas quando a Fénix em nós sente a chama da paixão.

  Ser mulher é horrível, é deprimente, doloroso, angustiante, revoltante... Mas ao mesmo tempo é especial, emocionante (muito mesmo), aliciante, estimulante, é tudo o que apela à vida e a viver.

  Ser mulher é ter uma compreensão e sensibilidade únicas, mas deixarmo-nos abalar por qualquer dúvida. Mas ser mulher é também nunca desistir e ter o sexto sentido mais apurado, embora tenhamos muito receio de o usar.

  Ser mulher não é fácil, ninguém nos prepara para as batalhas que temos que enfrentar desde que nascemos até ao dia da despedida, e há muitas, muitas mesmo, principalmente internas.

  Ser mulher não é fácil, mas é tão bom, que faz valer a pena cada lágrima, cada sorriso, cada estalada da vida.

  Ser mulher é passar da alegria à tristeza em milésimos de segundo pelas mais insignificantes razões. Mas ser mulher não é banal, não é enfrentar cada dia de ânimo leve, para nós isso não é possível, nunca o é... Tudo a que nos dispomos leva todo o nosso ser, toda a nossa garra e vontade de mostrar que somos igualmente fortes, igualmente poderosas, que somos a melhor versão de nós mesmas.

  Mas este não é um espaço para colocar a mulher num pedestal. Aqui vamos falar do bom e do mau, e dado as mulheres serem do mais crítico que há, vamos insistir muito no mau! Vamos falar do que sabemos, questionar o que não alcançámos ainda, aceitar o que nos ultrapassa e tentar esclarecer toda a salganhada que é o "Manual do Comportamento e Pensamento Feminino" porque os homens também fazem girar o nosso mundo, e decidimos tentar ajudá-los a compreender-nos.

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Vamos a isso?

 

By Freckles & Redhead